Avenca

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AVENCA
Nome Científico: Adiantum raddianum,
Nome Popular: Cabelo – de – Vênus, Avenca – comum, avenca – do – Canadá.
Família: Polypodiaceae.
Aspectos Agronômicos:
 Sua multiplicação se dá por divisão de touceiras. Necessitam de solos úmidos, luz solar indireta e umidade. Vivem à sombra de árvores, nas fendas das rochas, nas serras e barrancos úmidos e ao pé dos cursos de água. Podem ser plantadas em vasos, com fácil drenagem. Propagam –se também por pedaços de rizomas, que aparecem como pontinhos escuros embaixo do folíolo.

Parte Utilizada:  Folhas.

Constituintes Químicos:
-Compostos fenólicos: ácido gálico.
-Mucilagens.
-Taninos.
-Carboidratos.
-Diversos princípios amargos, capilarina.
-Pequena quantidade de óleo essencial.

Origem: Ásia e sul da Europa.

Aspectos Históricos:
 O nome genérico Adiantum procede do grego “adiantos” – não molhado, referindo-se ao fato da folha repelir a água. Na antiguidade Dioscórides a prescrevia contra a asma, em outras regiões era utilizada como tônico do couro cabeludo.
 É também conhecida como cabelo de Vênus.

Uso:
* Fitoterápico:
Tem ação: expectorante suave, emenagoga e diurética, diaforética, emoliente, adstringente, tônico, antiinflamatória, anticaspa, antiqueda de cabelos, sedativa.
Indicação:
-Curar ou aliviar tosses catarrais, bronquites, traqueítes, asma.
-Icterícia, insuficiência hepática, esplenite (inflamação no baço), falta de apetite.
-Má digestão.
-Dores reumáticas, amenorréia (falta de regras menstruais), dismenorréia (dores menstruais), falta de urina.

* Fitocosmética:
-Queda de cabelo.
-Oleosidade excessiva dos cabelos.

* Farmacologia:
 Os taninos que a constituem caracterizam-se pelas propriedades adstringentes e formadoras de revestimentos protetores. A mucilagem tem ação protetora sobre peles sensíveis, mucosas inflamadas e vias respiratórias e digestivas, por impedir a atividade de substâncias irritantes, sendo por isso muito empregada em doenças respiratórias (catarro e tosse). Devido a seus princípios amargos estimula a secreção biliar e gástrica. Atua também nos distúrbios menstruais.

Riscos: Em caso de hipersensibilidade ao produto descontinuar o uso.
 

Dose Utilizada:
Fitoterápico:
Uso Interno:
Adulto:
Infuso: 50 a 60g de folhas secas em 1 litro de água, 15 a 30 g de folhas frescas em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia.
Tintura: 1 colher sopa a cada 8 horas.
Xarope: 30 a 100mL por dia.
Extrato fluido em álcool 25%: 0,5 a 2mL, três vezes ao dia.
Crianças: Metade à 1/6 da dose de adulto, proporcional à idade.

Fitocosmética:
Extrato glicólico: loções capilares, xampus antiquedas, anticaspa e para cabelos seborréicos: 2 a 5%.

Bibliografia:
-Balbach, A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ªedição, 1993, p.57-59.
-Balmé,F. Plantas Medicinais. São Paulo: Hemus, 5ªedição, p. 72-73.
-Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV , 2000, p. 82-83.
-Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998, p. 38-39.
-Sanguinetti, E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989, p. 57.
-Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná:Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 50-51.