Chapéu de couro

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CHAPÉU – DE – COURO
Nome Científico: Echinodorus macrophyllus
Nome Popular: chá – de – pobre, chá – de – brejo, chá – mineiro, chá – de – campanha, erva – de – bugre, erva – do – pântano, congonha – do – brejo.
Família: Alismatácea
Aspectos Agronômicos:
 A reprodução é feita por sementes e cresce espontaneamente, em solos de várzeas, principalmente em baixadas pantanosas, margens de rios, lagos e canais de drenagem. Também pode ser cultivada pelos brotos laterais que nascem da planta – mãe. A colheita ocorre a qualquer época do ano.

Parte Utilizada: Folhas

Constituintes Químicos:
-sais minerais;
-tanino;
-iodo;
-flavonóides;
-triterpenos;
-heterosídeos cardiotônicos;
-resina e alcalóides.
Obs: Planta pouco estudada Fitoquimicamente.

Origem: Sul do Brasil, abrangendo os estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, se estendendo até a Argentina.

Aspectos Históricos:
 O Chapéu – de – couro cresce em várias regiões do Brasil, no interior é uma planta muito apreciada pela medicina popular que lhe atribuiu inúmeros poderes terapêuticos.

Uso:
* Fitoterápico:
Tem ação: energética, diurética, depurativa, anti – reumática, laxativa, hepática, colagoga, antiinflamatória e adstringente.
É indicada:
-reumatismo, artritismo, gota, nevralgias, acumulo de ácido úrico, hidropisia, edemas, arteriosclerose;
-afecções das vias urinárias (litíase, nefrite, etc.);
-dermatose e erupções cutâneas, picadas de cobra, congestão hepática;
-debilidade orgânica, convalescença de doenças crônicas e hérnias.

* Farmacologia:
 Atua no intestino delgado produzindo um efeito laxativo, que está  na dependência de sua ação estimulante da bílis. Por sua ação sobre os rins e fígado age melhorando os quadros reumáticos. Pelo aumento no fluxo urinário e sua ação na filtração glomerular, estimula a eliminação de ácido úrico.

Riscos: Não há referências na literatura consultada.

Dose Utilizada:
Fitoterápica:
Infuso ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras por dia.
Tintura: 1 colher (sopa) a cada 8 horas.
Pó: 300 a 600mg, três vezes ao dia.

Bibliografia:
-Caribé,J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamento, 11ªedição, 1999, p.150.
-Corrêa,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.E.M. Do Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.110-111.
-Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 106-107.
-Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam.  São Paulo: Ibrasa, 1998, p. 79-80.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989, p. 90.
-Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 105-106.